a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

Frio traz pingüins ao Litoral

O amanhecer gelado dos últimos quatro dias promoveu a aparição de 11 pingüins no Litoral Centro-Norte. O número de animais encontrados nas areias da região, desde sexta-feira, pode ser comparado apenas à incidência de 14 anos atrás, quando o Centro de Reabilitação de Aves Marinhas (Ceram) foi criado pela Univali, em Penha. Sexta-feira, o primeiro apareceu na Praia do Gravatá, em Navegantes, coberto de petróleo cru. Os seguintes chegaram a Bombinhas, Balneário Camboriú, Penha e Balneário Piçarras. Uns desnutridos, outros cobertos por escamas de tainha. O último chegou ontem à tarde, em Bombinhas.

Além de pescadores, moradores e visitantes das praias locais, que recolheram os jovens pingüins da espécie de Magalhães, instituições que reabilitam estes animais também os receberam com surpresa. Eles costumam aparecer todo ano, porém, em número bem menor. Em 2008, apenas um havia recebido cuidados no Ceram.

Segundo o coordenador do Ceram, o oceanógrafo Gilberto Manzoni, a explicação para tantos pingüins na região em tão pouco tempo é a incidência do vento sobre as correntes marinhas. Elas acabam mudando o destino de alguns animais durante a migração da Patagônia para o Sul da África. As aves se desgarram do bando e param na costa catarinense.

Animais podem ser devolvidos ao mar em 30 dias

- Nesta fase, eles deveriam ter até quatro quilos, mas estão em média com dois e meio. A subnutrição e o óleo nas penas prejudicam a impermeabilidade que os protege contra o frio. Por isso, a maioria chega aqui com hipotermia - diz a monitora do Ceram, Ursula Carlini.

Entre os 11 animais encontrados, dois não resistiram e morreram ontem. Outros seis recebem tratamento no Ceram e três estão no zoológico da Santur, em Balneário Camboriú.

Em vez de saltitantes e ágeis, os nove sobreviventes têm em comum o cansaço. Passaram o dia de ontem deitados em lugar quente e sob a luz. Algumas sardinhas tiveram de ser empurradas bico abaixo pelos tratadores, para garantir uma força extra à recuperação.

Se o tratamento fizer efeito, eles podem ser devolvidos ao mar em cerca de 30 dias, segundo a bióloga da Santur, Márcia Achutti.



Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau – SC)

 

 

 

 

 

 

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