a Bombinhas em Foco ( 20/07/2017 ) a

Moradores questionam alternativa de acesso a Bombinhas

Apontada como solução para retirar o trânsito de dentro da cidade de Porto Belo e facilitar o acesso a Bombinhas, a rodovia de interesse turístico, também considerada alternativa aos entraves ambientais da região, pode não resolver o problema. Estudos realizados pela AMACPB (Associação dos Moradores e Amigos do Centro de Porto Belo) alertam que o município pode continuar convivendo e pagando caro pela circulação de caminhões e ônibus de turismo que se destinam à cidade vizinha.

O principal entrave seria a rampa de descida do morro de Zimbros, que pode se transformar num importante ponto turístico, mas não suportará veículos pesados. Outro desafio é manter aquecida a discussão do problema, mesmo sem os congestionamentos característicos da temporada de verão e as reclamações dos turistas.

O presidente da associação, Pedro Paulo Maciel, explica que a alternativa que vai resolver o problema, criando de fato um segundo acesso a Bombinhas, é a construção de um túnel em rocha no morro de Zimbros. A obra já foi descartada pelo governo do Estado, devido ao custo estimado de mais de R$ 400 milhões, considerado inviável. Mesmo assim a associação promete não desistir e está mobilizando uma frente suprapartidária de lideranças para negociar com o Estado uma segunda opção, mais barata e menor, orçada em R$ 90 milhões – pouco mais que o dobro do orçamento da rodovia de interesse turístico, que é de cerca de R$ 42 milhões.

“O Estado estudou um túnel para rodovia Classe 1, que significa velocidade de 100 quilômetros por hora. O que defendemos é um túnel adequado ao restante da rodovia, que será classe 3, bem mais barato, com apenas duas pistas, semelhante aos existentes na Europa”, argumenta.

Falta de mobilidade afastará visitantes

O desenvolvimento de Bombinhas e Porto Belo, segundo o dirigente da Associação, justifica o investimento no túnel. Em dez anos o crescimento populacional foi de 50% e 64% respectivamente. Isso sem falar nos constantes investimentos da construção civil e do setor de turismo. Sem um acesso eficiente, acrescenta Maciel, a mobilidade nos municípios está comprometida e acabará afastando os visitantes.

“Quem passa sufoco para chegar em Bombinhas dificilmente sai, depois, para conhecer uma praia de Porto Belo ou um novo restaurante. Hoje o turista apenas passa por Porto Belo, que nada fatura com o movimento. O turista fica insatisfeito e o comerciante também”, explica.

Para viabilizar o segundo acesso de forma rápida, além da redução no tamanho do túnel a associação também sugere que a rocha retirada seja reaproveitada no leito da rodovia e que sejam avaliados os benefícios aos servidos públicos, como a possibilidade de uso para a passagem das redes de energia elétrica e água potável, economizando quilômetros de linhas. Outro caminho defendido pelos moradores é o marítimo, com a criação de uma linha de ferry-boats entre Tijucas e Bombinhas, ajudando a desafogar o atual acesso. “Isso poderia ser feito pela iniciativa privada, mas a partir de movimentos do governo”, finaliza.



Fonte: Notícias do Dia (Tijucas-SC)

 

 

 

 

 

 

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