a Bombinhas em Foco ( 23/05/2017 ) a

Mata Atlântica é destruída em incêndio no Morro do Zimbros, em Bombinhas

Cerca de 50 mil metros quadrados de Mata Atlântica ainda intocada, no alto do Morro de Zimbros, em Bombinhas, foram destruídos por um incêndio nesta quinta-feira. A área é equivalente a mais de cinco campos de futebol. Moradores do pé do morro avistaram as labaredas por volta das 9h, mas as chamas só foram controladas pelos bombeiros cinco horas depois, com o auxílio do helicóptero Águia. Por enquanto, a principal hipótese é que o incêndio tenha sido criminoso.

O local onde o incêndio começou era de difícil acesso, o que prejudicou o combate às chamas. Sem condições de chegar ao foco do incêndio com o caminhão, os bombeiros, com o apoio de equipes de toda a região, caminharam cerca de 40 minutos na mata fechada e iniciaram o trabalho com abafadores até a chegada do helicóptero, que ocorreu por volta das 14h. Só então foi possível jogar água sobre as labaredas.

— A situação era crítica e só conseguimos efetivamente controlar o fogo com a chegada do helicóptero — diz o chefe de socorro do destacamento dos Bombeiros de Bombinhas, sargento Edenilson Maciel.

Laudo indicará se incêndio foi criminoso

A maior preocupação era com o vento, que carregou as chamas por toda a parte superior do Morro de Zimbros e ameaçou alastrar o incêndio até as casas próximas. Em alguns momentos, segundo Maciel, as labaredas atingiram 10 metros de altura.

— O fogo era alto, chegava às copas das árvores — conta Arildo Gonçalves, 57 anos, morador da região.

Para os bombeiros, a hipótese mais provável é que o incêndio tenha sido provocado. Presidente da Fundação Municipal de Amparo ao Meio Ambiente de Bombinhas, Flávio Steigleder Martins concorda:

— A área é de mata fechada, mas havia sido aberto um caminho. Esse pode ser um indício de incêndio criminoso.

Um laudo deverá ser produzido pelos Bombeiros e por técnicos da Fundação para indicar as causas. Ainda não há previsão de conclusão. Segundo Martins, embora cobertos por mata de preservação permanente, os terrenos do morro são particulares.

— Se houver provas e for identificado um responsável, abriremos processo administrativo e criminal.

Mata leva dois anos para se recuperar

Mesmo após o fogo ter sido extinto, na tarde de quinta-feira, colunas de fumaça ainda erguiam-se por entre as árvores. Segundo os bombeiros, resultado de troncos que permaneciam queimando. Embora as árvores maiores tenham saído ilesas, a vegetação rasteira e os arbustos foram consumidos pelo incêndio.

Nos próximos dias, uma equipe de técnicos da Fundação Municipal de Amparo ao Meio Ambiente de Bombinhas vai percorrer toda a área afetada para contabilizar as perdas. O local é lar de espécies nativas e de animais típicos da mata atlântica.

— Em geral, a recuperação de uma área como essa demanda cerca de dois anos. Vamos fazer um laudo, que indicará se será possível uma recuperação natural ou se será necessário intervir com semeadura — diz o presidente da Fundação Municipal de Amparo ao Meio Ambiente, Flávio Steigleder Martins.



Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau – SC)

 

 

 

 

 

 

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