a Bombinhas em Foco ( 24/11/2017 ) a

Orla de Florianópolis tem clima de azaração

Se o sol nasceu para todos, não vale a pena se estressar: para contemplar o cair da tarde na Ponte Hercílio Luz, o cartão-postal mais badalado de Florianópolis, ou tomar aquela água de coco na Lagoa da Conceição, o segredo é não se perder o bom humor com o trânsito da ilha, que vira de cabeça para baixo na alta temporada.

Se ouvir um tango ou um rock cantado em castelhano, também não ache ruim: cerca de 200 mil argentinos são esperados no litoral catarinense nesta temporada. Se você acha ruim disputar a cerveja gelada em praias atoladas de estrangeiros, fica o consolo de que eles estarão diluídos no 1 milhão de turistas que Floripa deve receber em janeiro, de acordo com as previsões da prefeitura da capital.

Por isso, dica preciosa é abrir mão do hábito de dirigir e se programar, sempre, para vencer distâncias em horários alternativos ao rush. Isso significa ir para a praia cedo e voltar cedo também, quando todo mundo estiver indo. Explica-se: o trânsito em Floripa é basicamente composto de mão dupla em pista simples. Ficar preso atrás de um caminhão de coleta de lixo, por exemplo, é um problema, já que não há como ultrapassá-lo. Reformas estruturais em curso, como as obras na Avenida Beira-Mar Norte, com entrega prevista para meados de janeiro, podem desafogar, mas certamente não vão resolver de vez a questão.

Exclusiva
Vale o velho clichê de que, na ilha, a beleza compensa. Beleza, aliás, do povo e das paisagens. Uma das praias mais exclusivas (leia-se baladas com ingressos a partir de R$ 200 convertidos em consumação) é Jurerê Internacional. Embora a natureza em si não tenha criado nada de extraordinário, os clubes que fazem festas intermináveis ficam abarrotados de corpos esculpidos na academia. E na faca também, diga-se. Programa predominantemente jovem, as festinhas de Jurerê são o que o pessoal ali costuma chamar de “top da balada”.

Para uma diversão mais democrática, a dica é a Praia Mole, que, embora sempre lotada, tem guarda-sóis para todos. Ondas bravas e mar frio podem desencorajar o mergulho e incentivar as caminhadas na areia. Só é bom estar avisado de que, na direção Norte, depois da vegetação, fica a Praia da Calheta (chamada por muitos de Galheta), ideal para os adeptos do naturismo. Fica a dica, para evitar sustos.

Diversão radical — com direito a sandboard e esquibunda nas dunas de areias claras e a paraglider — é a atração da Praia da Joaca, apelidinho carinhoso para Joaquina. Também é comum ouvir papos de surfe em idiomas diversos, pois as ondas da Joaca são as preferidas de adeptos da prática, que cruzam o Atlântico para encará-las de perto, desde os anos 1970.

Vá também...

Balneário Camboriú
Na chamada Rota do Sol, Balneário Camboriú é para quem gosta de praias mais urbanas e agitadas, ver e ser visto. A praia central concentra o movimento, com seu calçadão de 7km. É ali que se encontra a maioria dos bares, restaurantes, casas de diversão e shoppings. À noite, há muitas opções de danceterias e boates. Para descansar da praia, é boa ideia se cansar um dia inteiro nas atividades radicais do Parque Unipraias (www.unipraias.com.br). À noite, o Cristo Luz, um monumento de 33m de altura, chama a atenção. Mais informações em www.camboriu.sc.gov.br.

Porto Belo
Localizada na Costa Esmeralda, Porto Belo é uma típica cidade de colonização açoriana, com geografia que favorece a prática de esportes náuticos. Na ilha, está a Adventure House, base dos Schürmann em terra, com exposição de fotos e objetos recolhidos pela família nas viagens marítimas ao redor do mundo. É onde chegam e param os navios de cruzeiros, cujos passageiros lotam as praias. Muitos veleiros ficam ancorados por ali.

Bombas e Bombinhas
As praias de Bombas e Bombinhas são cercadas pelas comodidades de um centro comercial e gastronômico. Somente Bombinhas, cidade de 10 mil habitantes e população flutuante de 55 mil turistas no verão, tem 22 praias. Todas são excepcionalmente belas, com destaque para Mariscal e Quatro Ilhas — as preferidas dos surfistas — e para Zimbros e Canto Grande, com baías pontilhadas de embarcações. Saiba mais em www.bombinhas.sc.gov.br.

Laguna
O berço de Anita Garibaldi, uma das heroínas brasileiras mais populares, é também reduto de belas praias. São 16, ao longo de 40km, e algumas só podem ser alcançadas por trilhas. As mais frequentadas são a do Gi, com 6km de extensão, a Pedra do Frade, em Itapirubá, no extremo norte, e o balneário Mar Grosso, lugar preferido de veranistas e turistas pela infraestrutura e pela concentração do agito noturno. Nos Molhes da Barra, não dá para perder o espetáculo dos botos que ajudam os pescadores a capturar tainhas. Alguns foram até batizados com nomes como Figueiredo, Chega Mais, Taffarel e Xuxa. Mais informações em www.laguna.sc.gov.br.


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