a Bombinhas em Foco ( 23/05/2017 ) a

Nossos caóticas visões de temporadas de verão

Ônibus com destino ao norte do Estado ou ao Paraná, São Paulo e outras regiões ao norte de Santa Catarina, originários de Porto Alegre e que passem (ou não) por Florianópolis, chegam à Rodoviária de Balneário Camboriú com atraso mínimo de duas horas, com alguma sorte. Dependendo do horário, até três horas de atraso.

Os engarrafamentos da BR-101, pior ainda se tiver que entrar ou sair de Florianópolis, Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas (Virgem Maria!!), fazem esse martírio de atrasos.

Dentro de Florianópolis e Balneário Camboriú, ruas entupidas de veículos em qualquer horário, mercados lotados, filas pra tudo. Normal. O de sempre. Pior em Floripa, onde nada é perto e a vida se transfere para as praias, esvaziando a cidade.

Se a tendência é crescer ainda mais o fluxo turístico (????), cabe lançar a dúvida: como será daqui a dois, três ou cinco anos, quando mais veículos estarão nas ruas e mais gente poderá vir? Basta aguardar que os hotéis dêem conta da demanda? Que haja casas e apartamentos para alugar? Pelo menos é só disso que se trata a "política de turismo". E também de saber quanto o turista vai gastar aqui - com os preços exorbitantes que passam a praticar todos na temporada. Isto é "política de turismo"? Tá feio. Definitivamente.

Não demora muito e medidas drásticas terão que ser adotadas. Controle de tudo, desde acesso a veículos (ônibus, principalmente) até controle de lotação de locais de diversão. É rigor demais? É um pesadelo pessimista? Então aguardem, se nada ocorrer que possa amenizar o que já é um caos.

Nem estamos falando aqui de consequências outras, como falta de água e falta de energia elétrica - muito possível de se tornarem fatores inevitáveis. Já ocorre em muitos locais, a maioria. Em poucos há segurança no abastecimento, como em Balneário Camboriú - embora os reflexos do consumo de temporada nesta cidade recaiam pesadamente sobre Camboriú, cidade vizinha que acaba recebendo menos água do que necessita.

Dizer isso, tratar dessa triste realidade é quase inútil, pois parece que inexiste preocupações neste sentido. Tudo reside em giro econômico, o resto que se lixe.



Fonte: aderbalmachado.com.br

 

 

 

 

 

 

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