a Bombinhas em Foco ( 20/10/2017 ) a

ATÉ QUANDO ESPERAR Sufoco na estrada vai continuar

Nova ligação da BR-101 com Porto Belo e Bombinhas segue suspensa a pedido do MPF, que aponta irregularidades na licitaçãoA paciência será testada mais uma vez neste verão no trajeto Porto Belo-Bombinhas. A imagem de moradores e turistas em uma fila quilométrica, sob um sol de 30º C, se repetirá na temporada. O acesso alternativo aos dois municípios já deveria estar em construção, mas ainda nem saiu do papel.

Aordem de serviço, assinada em abril, voltou à estaca zero em julho e, até agora, continua na mesma.

– Na temporada, a população de Bombinhas fica até 10 vezes maior. Com um único acesso, a mobilidade é zero. Temos moradores, turistas e profissionais querendo passar pelo mesmo lugar – reclama o vice-prefeito, Claudemiro João Schmit.

– A gente acabou se adaptando ao problema, já que a solução não é tão simples. Ou enfrenta a estrada assim que o sol nasce ou tarde da noite – conta Ângelo Ramos, de Itajaí, que tem casa em Bombas há 13 anos.

Em agosto de 2009, o Estado se comprometeu a construir a rodovia. Em abril de 2010, o edital de licitação foi lançado. Mas, em julho, uma ação civil pública de autoria do procurador da República em Itajaí, Roger Fabre, determinou ao governo de Santa Catarina a suspensão imediata da licitação para a construção.

Para o procurador, o licenciamento ambiental da rodovia estava ilegal por não terem sido analisados corretamente os impactos ambientais, a legislação e alternativas para o projeto. O Ministério Público Federal (MPF) alega que a Fatma concedeu a licença sem fundamentar a escolha.

– O projeto é muito impactante. Além da questão ambiental, ainda há risco de desabamentos do morro – diz o procurador.

O processo voltou à fase de estudos. A pedido do MPF, a Secretaria de Estado da Cultura, Turismo e Esporte está levantando os custos de outras duas opções. Uma prevê um túnel de 3,5 quilômetros. A outra sugere uma estrada sustentada por pilares, na encosta do morro. A previsão é finalizar os estudos até março.

O MPF espera uma posição do governo, e alega que há três meses não é informado sobre o processo.

– Seria uma temeridade fazer o acesso pelo topo de um morro. Mas a gente sabe que existe interesse naquela área. Existem muitos lotes particulares lá. Esperamos que a decisão final não seja de interesse privado, mas, sim, público – diz Fabre



Fonte: DIÁRIO CATARINENSE (Florianópolis – SC)

 

 

 

 

 

 

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