a Bombinhas em Foco ( 26/09/2017 ) a

Nomes para a Saúde

Não houve pesquisa no período eleitoral que não tenha apontado a saúde como o principal problema do Estado. O tema recebeu as devidas atenções dos principais candidatos ao governo, incluindo aí uma curiosa discussão teórica sobre o que é ou não um novo hospital. Longe da teoria, existem questões reais, como a diminuição nas filas para consultas e cirurgias, o aumento no número de leitos públicos e a valorização dos profissionais da área.

O governador eleito, Raimundo Colombo (DEM), escolheu o perfil do novo secretário logo após as eleições. Mais do que um médico, ele queria um gestor. O nome seria o de Antônio Gavazzoni (DEM), ex-secretário de Administração e da Fazenda no governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Considerado uma das revelações da gestão graças a políticas de corte de gastos e à criação do novo instituto de previdência, caberia a ele tocar uma das promessas mais ousadas de Colombo: repassar a administração de 11 hospitais públicos para instituições filantrópicas. A instituição tocaria a gestão do hospital baseada em metas estipuladas pelo governo e seria paga de acordo com a capacidade de atingi-las. As pressões contrárias à ideia seriam semelhantes àquelas vistas na criação do Iprev. A recusa do ex-secretário atrapalhou os planos de Colombo, mas não eliminou a ideia de um gestor na função.

Enquanto Colombo busca outro nome, PSDB e PMDB brigam pela indicação. Os tucanos lutam para manter os espaços que tinham com LHS e pôr um deputado estadual no secretariado, o que poderia levar o médico Serafim Venzon ao cargo.

Os peemedebistas estão mais próximos do cargo, mas a falta de unidade na bancada estadual deve dar maior liberdade a Colombo na hora da escolha. Hoje, nome nenhum uniria o partido. Dalmo Claro de Oliveira e João José Cândido são os mais citados. No xadrez peemedebista, Dalmo está com o grupo do vice-governador eleito Eduardo Pinho Moreira, enquanto Cândido é ligado ao prefeito da Capital, Dário Berger (PMDB) – e, por tabela, ao deputado federal Mauro Mariani (PMDB).

Dalmo aliaria o perfil gerencial desejado por Colombo à vivência médica e à experiência como presidente da Seguros Unimed. Esse vínculo com a iniciativa privada pode encontrar resistência entre os servidores. Cândido já foi secretário no governo Esperidião Amin (PP).

Em meio ao tiroteio, a vaga pode acabar com um nome menos apadrinhado, como o de Celso Dellagiustina (PMDB). Ele responde pela pasta em Bombinhas e preside o órgão que reúne todos os secretários municipais da Saúde do Estado. Mas, assim como no convite a Gavazzoni, o governador eleito ainda pode surpreender e fazer uma escolha por cima das indicações políticas. Afinal, na campanha eleitoral, a saúde era “prioridade um, dois e três”.




Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau – SC)

 

 

 

 

 

 

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