a Bombinhas em Foco ( 23/09/2017 ) a

Por causa da maré alta, Bombinhas decreta situação de emergência

A situação é de emergência em Bombinhas, no Litoral Norte. Dois bombeiros carregam por cerca de 800 metros uma mulher de 77 anos que passou mal na Praia da Conceição. Ela precisa ser levada, em cima de uma cadeira, por um caminho de grama e chão batido que passa por muros e canteiros. Isso porque, quando a maré sobe, o acesso às praias da Tainha e Conceição fica bloqueado.

O caso narrado ocorreu neste terça-feira, mas há mais de três meses cerca de 150 moradores veem suas casas isoladas do Centro e o acesso às praias com carro ou moto, interrompido pelas ondas.

O município decretou emergência e técnicos da Defesa Civil do Estado visitaram a região neste terça pela manhã. Com o decreto homologado, Bombinhas espera facilitar processos de licenciamento e dispensar licitação para avançar no projeto de construção de um acesso às praias. O empresário Felipe Melo, morador das praias afetadas com a maré alta, registrou o momento em que os bombeiros socorriam a mulher:

_ A ambulância não tinha passagem com a maré alta e a senhora precisava ser socorrida com urgência. Há meses estamos reclamando a situação, pois sabíamos que a qualquer momento pode ocorrer algo assim.

O coordenador da Defesa Civil de Bombinhas, Clodomar da Silva, explica que esta foi a segunda vez que os bombeiros tiveram que socorrer algum morador das praias da Tainha e Conceição e não conseguiram chegar ao local com a ambulância.

_ É grave, sim, mas independente destas ocorrências, a situação está trazendo prejuízo ao município e aos moradores. A ressaca retirou a areia que continha o avanço da maré e agora a cheia se repete diariamente. Eles ficam impedidos de acessar e deixar suas casas _ explica Silva.

O projeto apresentado aos moradores sexta-feira prevê que o acesso às praias seja feito pela área de Marinha, passando pelos lotes de 15 casas que estão na orla da Praia de Canto Grande.

_ Estamos conversando com Ibama, Fatma, Secretaria de Planejamento Urbano, Ministério Público para, além de fazer o acesso, recuperar áreas de restinga. Iremos evitar ao máximo que chegue a um processo indenizatório _ afirma o presidente da Fundação Municipal de Amparo ao Meio Ambiente, Flávio Steigleder Martins.
Por ser área de Marinha, a prefeitura deverá solicitar a reversão da posse das áreas em favor do município.



Fonte: DIÁRIO CATARINENSE (Florianópolis – SC)

 

 

 

 

 

 

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