a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

Porto Ambiental se renova para evitar tragédias como a de Angra dos Reis

Porto Ambiental se renova para evitar tragédias como a de Angra dos Reis
A Associação de Preservação do Patrimônio Natural, Cultural, Histórico, Paisagístico e Turístico de Porto Belo elegeu na terça-feira, 19 de janeiro, sua nova diretoria. Participaram do processo eleitoral praticamente todos os membros fundadores, além de novos membros.

O processo eleitoral foi desencadeado através de edital publicado no Jornal Atlântico e que resultou na eleição da nova diretoria, na filiação de novos membros e na renovação do Estatuto da entidade.

Para o micro empresário Paolo Giuliano Livi, novo presidente eleito da Associação Porto Ambiental, o foco principal continuará sendo a defesa de um projeto menos impactante para a construção do segundo acesso da rodovia Porto Belo/Bombinhas. "Consideramos urgente e importante a abertura de uma rodovia que permita o acesso independente a Bombinhas, mas defendemos a análise de projetos alternativos, com participação ampla da comunidade," diz ele.

Representantes das ONGs da Região de Porto Belo e Bombinhas, das localidades de Zimbros, Perequê, Araçá e do Centro, já se reuniram para analisar o projeto apresentado pela Prefeitura e pelo Governo do Estado e detectaram fortes impactos sócio-ambientais no traçado que passa pelo alto do morro de Porto Belo, que vão desde riscos de desabamento até a afetação do comércio local de Porto Belo. Rapidamente, buscaram uma solução, apresentando um projeto alternativo, mas até agora não obtiveram resposta do Poder Público. "Mais uma vez parece que a especulação imobiliária interfere nas decisões governamentais," diz Paolo Livi.

A antiga presidente da Associação, professora Soleci da Silva Ferreira, observou que a atuação da Associação Porto Ambiental vem sendo imprescindível no combate aos desmandos realizados em Porto Belo, sobretudo em relação à destruição do meio-ambiente, à especulação imobiliária e à construção desordenada. Ressaltou também a importância da luta da Associação para a implantação de uma política de saneamento básico no Município, a proteção das culturas tradicionais, como a defesa dos pescadores e da comunidade quilombola do Valongo, e a ocupação ordenada da Cidade. "Precisamos de um Novo Plano Diretor para a Cidade que tenha a cara do Povo de Porto Belo, que represente os interesses da População local, e não de grupos econômicos externos, que tem a única intenção de explorar a região, o povo e de lucrar."

A tesoureira da ONG, Gisele Amorim d'Aquino, inconformada com a insensibilidade de algumas pessoas, sobretudo autoridades, diante dos prognósticos sombrios para o meio ambiente, diz: "Nem tragédias como o recente desmoronamento de terra em Angra dos Reis assustam estas pessoas, que insistem em devastar morros para realizarem obras que não trazem benefício nenhum para a comunidade, apenas visando o lucro imediato."




Fonte: JORNAL O ATLÂNTICO (Itapema - SC)

 

 

 

 

 

 

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