a Bombinhas em Foco ( 17/11/2018 ) a

Desafios superados a braçadas

A para-atleta Maria Helena Rigel Eggert, de 52 anos, de Guaramirim, tem um novo desafio no próximo domingo - o primeiro de uma série que só acaba em 2010, com nove competições.
O primeiro passo é a Travessia de Bombinhas. Serão 1,5 mil metros de braçadas. "Eu amo o mar e adoro participar de travessias", fala Maria. Este ano, a para-atleta vai competir na travessia de Bombinhas e no ano que vem, de janeiro a abril, pretende participar de mais oito competições.
"Hoje me sinto realizada e sou a pessoa mais feliz do mundo por conseguir nadar e ganhar medalhas", comemora. Com mais de 20 medalhas e seis troféus, Maria é a única nadadora para-atleta da região de Jaraguá do Sul.
"Depois que comecei a natação, me sinto com mais saúde. Hoje, com 52 anos, tenho mais saúde do que com 30", comemora. Dentro da água Maria não lembra que tem deficiência na perna e se sente igula a qualquer outra pessoa. "Se eu pudesse, ficaria 24 horas dentro da água", relata. Além dos treinos, que são feitos no Sesc de Jaraguá do Sul, três vezes por semana, Maria trabalha no mercado dela e do marido.
Maria teve poliomielite com um ano e ficou com as duas pernas paralisadas. Com tratamento caseiro, recuperou o movimento de uma das pernas. Ela conta que foi muito discriminada por causa da doença e que, graças aos pais, não foi excluída da sociedade. Aos 20 anos, com a colocação de uma prótese, Maria começou a andar, mas teve graves consequências por causa do peso do aparelho.
Segundo os médicos, na época, ela não poderia mais andar. Mas, com persistência, Maria continuou procurando a opinião de diferentes profissionais. Quando chegou ao consultório do doutor Wandér Watzko, ganhou novas esperanças. O médico aconselhou a paciente a fazer hidroginástica, mas como não conseguiu se firmar em pé, uma outra pessoa indicou a natação.
Foi então que as vitórias e as realizações trouxeram uma vida nova para Maria Helena. "Eu achava que nunca ia poder fazer isso", diz. Há oito anos ela compete em travessias e nos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). E vence atletas mais jovens.
A para-atleta diz que hoje ainda existe discriminação com pessoas que têm algum tipo de deficiência física. "As pessoas não sabem o que fazer quando veem um deficiente, elas precisam aprender a ajudar os outros", disse.
Maria recebe apoio da Prefeitura de Guaramirim para participar das competições. A Prefeitura paga as inscrições e o transporte.



Fonte: A NOTÍCIA (Joinville – SC)

 

 

 

 

 

 

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