a Bombinhas em Foco ( 16/11/2018 ) a

Embriaguez, morte, comoção

Nádia de Souza Ibrahim foi presa ontem no presídio de Tijucas, na Grande Florianópolis, em uma cela com outras quatro detentas. A advogada, de 41 anos, foi detida em flagrante na tarde de terça-feira, em Bombinhas, depois de provocar uma colisão que resultou na morte de Monique Minella, 21.

Seria apenas mais um caso para aumentar as estatísticas de acidentes em Santa Catarina, não fosse o fato de a motorista estar embriagada e com a habilitação suspensa por ser reincidente em autos de infração de trânsito.

Nádia foi indiciada por homicídio doloso, quando há intenção de matar, pela Polícia Civil de Bombinhas, que enviou o inquérito ao Fórum de Porto Belo. O Ministério Público vai decidir se oferece ou não uma denúncia à Justiça. A advogada pode ir a júri popular.

Como a motorista não conseguiu fazer o teste de bafômetro, dois médicos foram chamados pela polícia para atestar, em laudo, o grau de teor alcoólico no sangue. Nádia estava com a habilitação suspensa no momento do acidente por causa de infrações cometidas anteriormente. Entre elas estão embriaguez ao volante e excesso de velocidade.

Fuga foi impedida pelas testemunhas

De acordo com informações da delegada Mareci Angonese, após a batida, Nádia deu a ré duas vezes no meio da pista, e teria passado com o carro em cima da moto e do corpo de Monique, na tentativa de fugir.

Trabalhadores de estabelecimentos comerciais próximos ao local do acidente não confirmam o fato, mas garantem que a advogada estava visivelmente bêbada, com dificuldade para andar, falar e até acender o cigarro.

– Ela ficou minutos dentro do carro até sair e tentar fugir andando. O povo viu e não deixou. Cercamos até a polícia chegar e ela estava com uma garrafa de uísque na bolsa – contou o farmacêutico Régis Lima.

Na rua onde Nádia mora, também em Bombinhas, frentistas de um posto de gasolina disseram que, há 15 dias, ela teria ido ao local abastecer, mas quando ia sair, bateu em uma moto e, ao dar a ré, chegou a colidir com a bomba de gasolina. Como estava com sinais de embriaguez, a Polícia Militar a teria levado para casa.

Vítima voltava do trabalho quando carro atingiu moto

No presídio, Nádia aguardava ontem decisão do advogado, que, segundo o marido dela, pediria habeas-corpus, uma ação prevista na Constituição para garantir a liberdade quando uma prisão é ilegal. A reoprtagem tentou ouvir a advogada no presídio, mas teve autorização.

Secretária de uma construtora, Monique voltava para casa, por volta das 17h30min, quando o carro Astra, conduzido pela advogada, bateu na moto que ela pilotava.

Segundo o registro da ocorrência feito na polícia e relatos de testemunhas, logo após o acidente os dois veículos andavam em sentidos opostos da Avenida Falcão, quando o Astra fez uma manobra brusca e invadiu a faixa contrária. No choque com a moto, a jovem caiu e sofreu diversas fraturas, morrendo na hora.



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