a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

A força da ressaca

A força das águas do Rio Pardo, em direção ao mar, demoliu duas casas na beira da Praia de Morrinhos, ontem de madrugada. O caseiro Moisés Telles, que zela por uma casa de veraneio de alto padrão, contou que acordou por volta das 3h, com a água levando a residência do vizinho. O dono, gaúcho, estava viajando.

Cerca de uma hora e meia depois, foi a vez do grande galpão com uma garagem de barcos, onde ficava a casa de Moisés, desmoronar. O proprietário do imóvel é um empresário de Blumenau que veraneia em Bombinhas. A casa do empresário, anexa ao galpão, ficou em área de risco, mas não sofreu danos. Ao ouvir os estalos, o caseiro chegou a retirar máquinas e um freezer do galpão, pouco antes de o imóvel ir ao chão.

– Foi um barulho muito forte e o volume de água era muito grande. Escoramos uma parede da garagem, até a Defesa Civil decidir o que deve ser feito – disse o caseiro.

Após a chuva intensa que caiu em Bombinhas – e em quase todo o Litoral catarinense – quarta-feira à noite, a areia em torno do fundamento das casas cedeu à força do rio. O curso d’água estourou galerias pluviais e abriu uma cratera na Avenida Girassol, que fica atrás dos imóveis destruídos. O acesso ao Bairro Canto Grande só é possível pelo Morro de Mariscal, que está em meia pista após um deslizamento de terra na madrugada.

A Secretaria de Obras de Bombinhas recorreu à Defesa Civil do Estado para restabelecer os acessos interrompidos e auxiliar famílias desalojadas. Ontem, até o fim do dia, 50 pessoas estavam fora de casa por causa da enxurrada. Além do Bairro Morrinhos, o Bairro de Bombas e o José Amândio sofreram alagamentos e deslizamentos de terra.



Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau – SC)

 

 

 

 

 

 

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