a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

Museu com a história dos navegadores

Uma canoa velha sem tinta e desgastada pelo tempo, na entrada do Museu Casa do Homem do Mar, em Bombinhas, comprova que a história naval começou antes do que se imagina. No entanto, não reflete o conteúdo do lugar, que abriga mais de mil peças, entre elas relíquias, como exemplares do primeiro selo do mundo e da maior moeda já utilizada no comércio.
O museu, inaugurado em março, conta a história naval e começa pelas primeiras civilizações que se aventuraram pelo mar. Réplicas das grandes embarcações estão expostas, como as construídas pelos gregos, fenícios e egípcios.
Moedas originais de civilizações antigas, como as utilizadas pelos romanos, podem ser vistas, assim como as primeiras que circularam na América. Há ainda as moedas quadradas, como a maior do mundo, com cerca de 20 centímetros quadrados, exposta ao lado das menores do mundo.
Espadas para todos os gostos, como as usadas para desbravar a América e a raríssima espada de mão esquerda também ajudam a recuperar a história. O museu traz objetos curiosos como uma gaiola utilizada para prender piratas, que, ao contrário do que se imagina, tinham o coração como símbolo e não a caveira. E há histórias engraçadas como o original “chupa-cabras”, que nada mais era do que uma raia esculpida na forma de monstro, para assustar os marinheiros.
O museu, com 1,8 mil metros quadrados de área de exposição, foi idealizado dentro das diretrizes do Conselho Internacional de Museus da Unesco. O museu Casa do Homem do Mar foi criado pelo Instituto Soto Delatorre, fundado por essas duas famílias. A iniciativa teve apoio da Marinha e da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que ajudará na manutenção do acervo.
O diretor-executivo do Instituto, Jules Soto, estima que foram investidos no projeto, até agora, mais de R$ 5 milhões. A maioria das mil peças expostas pertencem a Soto, que viaja pelos continentes em busca de relíquias. O presidente do Instituto, Fernando Delatorre, também contribui com os objetos.
Soto antecipa que o Instituto pretende inaugurar outro museu, sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.



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