a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

Prefas não fazem nada pra resolver o problema do cocô nas praias

Hoje, até o fim da tarde, a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) publica o oitavo relatório de balneabilidade das praias da Santa & Bela. Neste relatório, o órgão ambiental do governo do estado mostra quais praias tão liberadas pro banho de mar e quais são aquelas que tão infestadas de cocô. Isso acontece em todos os verões desde 2003 e até hoje as praias continuam cheias de porcaria porque as prefeituras não fazem nada pra resolver o problema. A maioria diz que tem que melhorar o sistema de saneamento, que tem que conscientizar a população, mas a solução nunca chega.

No último relatório da Fatma, a orla de Navega-City tinha apenas um ponto impróprio pra banho, no local onde o rio Gravatá desemboca no mar, na ponta da praia. Muitas crianças escolhem o local pra brincar, pois a água é aparentemente mais calminha. Mas o local tá cheio de cocô e resto de peixe podre.

O superintendente da Fundação do Meio Ambiente dengo-dengo, João Paulo Gaya, sabe que no rio Gravatá são despejados muitos esgotos clandestinos tanto de Navega como de Penha e que as pequenas empresas de pescado que ficam ao redor também largam um monte de nojeira no rio, mas até agora nada foi feito pra que isso deixe de acontecer. O superintendente afirmou que nos próximos meses vai ser realizada uma fiscalização no local e quem estiver jogando lixo no rio vai ser notificado.

A prefa ainda tá querendo diminuir a quantidade de poluição nas águas, obrigando a galera a colocar redes de saneamento doméstico. Ou seja, caixas de decantação de gordura e uma caixa clorada, que deixa a água mais limpa. "Mas a nossa ideia é buscar recursos junto ao governo federal pra implantar redes de saneamento básico em todo o município", explicou o superintendente. A prefa já tem um projeto pronto, no valor de R$ 35 milhões.

Em Barra Velha, a prefa confessa que não sabe o que fazer pra acabar com o cocô na praia. Desde que a Fatma começou a fazer os relatórios da balneabilidade, o ponto de coleta da lagoa tá impróprio pra banho e nada é feito.

A diretora técnica da fundação do meio ambiente, Débora Brasiliense Ferreira, depois de conversar com o secretário da administração, Luís Henrique da Silva, só sabe dizer que o prefeito Sammir Mattar tá buscando recursos junto ao governo estadual pra saneamento básico, mas não sabia dizer sobre o valor da ajuda financeira e nem qual era o projeto.

A terra do marisco é a praia que tá mais feia na foto na região. São seis pontos impróprios pra banho. Até a praia de São Miguel, a preferida das crianças, tá cheia de cocô na água. O secretário do planejamento, Reginaldo Waltrick, falou que a prefa ainda não descobriu uma ação emergencial pra diminuir a merdança. Mas a exemplo das outras citys, também tão atrás de recursos pra saneamento básico.

"Nós temos um projeto que foi feito pela Casan, que custa cerca de R$ 50 milhões. Estamos buscando apoio de deputados e já temos a ajuda do vice-governador", explicou Reginaldo. Ele ainda contou que na praia de São Miguel já tem um projeto de sistema de esgoto pronto. Só falta tirar do papel.

Em Itapema, que tá com três pontos impróprios pra banho, também não há solução emergencial pro problema e o responsável pelo meio ambiente nem sabia do resultado do último relatório, que saiu na semana passada.

O chefe da fundação de meio ambiente, Adilson Machiavelli, diz que no caso da saída do rio Bela Cruz não existe solução de curto prazo que dê jeito. Ele confessa que o tratamento de esgoto nos bairros é uma droga e que toda a porcaria que é jogada no rio vai parar na praia.

Sobre os outros dois pontos, Machiavelli diz que a culpa é da chuva. O abobrão garante que está entrando em contato com a Fatma pra ter certeza de que os pontos indicados como impróprio têm mesmo problema ou é só passar a chuva que tudo fica limpinho.

Em Bombinhas a situação não é muito diferente. O rio da Barra também tá todo emporcalhado e resulta num dos três pontos impróprios pra banho da cidade. O diretor de meio ambiente, Flavio Martins, diz que é necessário investimento em saneamento e que a vigilância sanitária intima as pessoas que têm esgotos clandestinos, mas as ações emergenciais também não rolam por lá.

Em Balneário, que dobrou o número de pontos impróprios pra banho em uma semana, também não existe nenhuma ação anticocô. O chefe da fundação de meio ambiente, André Ritzmann, diz que uma das metas do governo é despoluir o canal do Marambaia, responsável por um dos pontos impróprios, mas que essa é uma ação que vai demorar pra sair do papel. Os outros dois pontos da praia central que tão emporcalhados, segundo Ritzmann, dependem de abertura de ruas pra conserto de tubulações do Emasa. "Nós não vamos abrir as ruas agora na temporada", lascou.





Fonte: DIÁRIO DO LITORAL (Litoral Catarinense)

 

 

 

 

 

 

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