a Bombinhas em Foco ( 18/11/2018 ) a

Santa Catarina estima prejuízo de R$ 120 milhões ao turismo

Aos poucos, bem aos poucos, cidades atingidas pelas chuvas começam a retomar a rotina. Números mostram, no entanto, que a normalidade está longe de ser realmente alcançada. O Procon orienta que, em casos de tragédias naturais, o consumidor pode pedir o cancelamento de pacotes sem ser multado. A Santa Catarina Turismo (Santur), empresa ligada à Secretaria de Turismo do Estado, estima prejuízos de R$ 120 milhões para o setor. E o Estado está longe de resolver problemas estruturais nas regiões atingidas - segundo o Departamento de Infra-Estrutura, apenas em 22 de dezembro - três dias depois do início da alta temporada, segundo o governo - as estradas serão liberadas, ao custo de R$ 330 milhões.
Blumenau, por exemplo, teve de cancelar sua tradicional festa de luzes de fim de ano. Empresas de turismo tradicionais como a Stella Barros pararam de negociar pacotes para Florianópolis até que a situação ganhe contornos mais claros. E não há um índice para estimar como está o receio da população em viajar.

O faturamento de toda a cadeia que envolve hotéis, restaurantes, bares, lojas e táxis pode cair mais de 50% na alta temporada. Segundo a Associação Brasileira de Hotéis em Santa Catarina (ABIH-SC), apesar dos problemas das chuvas, apenas 3% dos pacotes turísticos foram cancelados. No entanto, segundo Wilson Luiz de Macedo, presidente da ABIH-SC, não é possível calcular os prejuízos, já que outras reservas foram feitas após as chuvas para o período da alta temporada de verão.

Macedo afirma que os hotéis de Santa Catarina foram orientados a entrar em contato com os clientes e informarem sobre as condições turísticas de cada cidade. Os pontos turísticos mais atingidos, segundo ele, foram Florianópolis e Balneário Camboriú. Segundo ele, os turistas podem viajar tranqüilos ao Estado. A estimativa da ABIH-SC é que 50% dos pacotes turísticos já haviam sido reservados em Florinópolis.

O valor que será gasto para limpar ruas e tapar buracos sequer foi calculado. Quando isso for resolvido, o governo promete fazer uma campanha publicitária de R$ 2 milhões em todo o País e no Mercosul para tirar qualquer dúvida da população e atrair veranistas. "Até o fim de semana teremos o slogan, mas deve ser algo como ‘Santa Catarina quer retribuir o seu abraço, venha nos visitar’", revela o secretário de turismo, Gilmar Knaesel. "Será quase uma campanha educativa, na televisão, nos jornais, nas revistas e em outdoors. Balneário Camboriú, por exemplo, não teve problemas e está perfeito para receber os turistas. Há também lugares como Bombinhas e dezenas de outras praias não atingidas. O problema foi no Vale do Itajaí e precisamos mostrar para os turistas que é uma coisa localizada e Santa Catarina está pronta para recebê-los."

No entanto, mesmo em locais menos atingidos turistas começam a cancelar viagens - segundo a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, até 25% dos turistas que iriam visitar a cidade no Natal e ano-novo cancelaram reservas.

Segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), o faturamento de empresas de viagem das regiões atingidas já está comprometido para todo o verão. "Despesas fixas continuam correndo. Com movimento paralisado há mais de dez dias e estimativa de retorno gradual a partir do Natal, o fluxo de caixa das agências deve continuar no vermelho por pelo menos dois meses", disse o presidente da Abav estadual, Eduardo Lock. "Mas é possível minimizar, mostrando as belezas intactas na mesma medida em que são mostrados os locais danificados."




Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO (São Paulo – SP)

 

 

 

 

 

 

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