a Bombinhas em Foco ( 17/11/2018 ) a

Vigia do mercado ajudou a matar rapaz

A puliça civil de Bombinhas descobriu que Renato Goulart Correa, 23 anos, assassinado em Bombinhas, na madrugada de segunda-feira, morreu porque sabia demais. Testemunhas que viram tudo revelaram que ele foi pedir ajuda ao vigilante do supermercado Schmidt, Tarcísio Teixeira, depois de ter presenciado a morte de Robson Marcelo dos Santos, 21, no costão da praia de Bombas. Tarcísio, que é sogro de um dos envolvidos no primeiro crime, foi quem deu a sentença de morte a Renato. O vigia foi güentado ontem, em sua casa, e seguiu pro presídio de Tijucas.

A perícia do IML provou que Renato levou um tiro na cabeça antes de ser apedrejado. O investigador João Manuel Estevão, da depê de Bombas, contou que a puliça tá à cata da arma do crime, que deve ter sido a mesma usada pra tirar a vida de Robson. Os assassinos disseram em depoimento que o berro calibre 32 tinha sido jogado no mar, mas os bombeiros não conseguiram encontrá-lo.

Renato tinha chegado a Bombinhas no domingo. Um irmão dele já morava na cidade e ele ia tentar fazer uma graninha trampando na temporada. O guri alugou um quartinho perto do costão de Bombas, local do primeiro assassinato.

Duas testemunhas que tão sendo mantidas em segurança pelos homisdalei revelaram que Renato viu o momento em que Leandro Araújo, 22, e Juliano Lottermann, 26, atiraram contra Robson e sua irmã Vânia Teixeira dos Santos, 27, que levou um tiro de raspão na cabeça e se fingiu de morta pra sobreviver.

Renato saiu pra procurar ajuda e abordou Tarcísio, que tava de serviço no supermercado, na avenida Leopoldo Zarling. Bastou o rapaz dizer que queria chamar a puliça pra que o vigilante, que é sogro de Juliano, se atracasse com ele. Juliano e Leandro chegaram ao pátio do mercado Schmidt nesse instante, e os três assassinaram Renato com requintes de crueldade. Depois de atirarem contra sua cabeça, jogaram pedras no rapaz pra que ele não fosse identificado.

Coisa de psicopata

Por volta da 1h30 da manhã, a puliça Militar recebeu um telefonema dizendo que tinha um homem morto no pátio do mercado Schmidt. Renato tava jogado numa vala rente ao muro e, como tava escuro, os homis não viram o corpo. Tarcísio teria desviado a atenção dos meganhas, dizendo que tinha rolado um assassinato no costão.

Só depois de encontrar o corpo de Robson sobre as pedras, na praia de Bombas, os puliças voltaram ao estacionamento do mercado. Desta vez eles enxergaram Renato e Juliano assumiu a bronca dizendo que matou o rapaz pra tentar salvar o sogro Tarcísio, que estaria sendo atacado por Renato.

As testemunhas disseram à puliça civil que no meio tempo entre a primeira e a segunda abordagem dos meganhas, Tarcísio teve atitudes de arrepiar até cabelo do careca. Em dúvida se preferia o seu boné ou o da vítima, ele trocava um e outro sem se importar com a barbaridade que tinha feito. Naquela noite, o vigia foi encontrado pelos homis escondido no estacionamento de um shopping no outro lado da rua do mercado. Ele disse que tava ali porque tava chocado com o acontecido.

Ainda na segunda-feira, Tarcísio pediu uma graninha adiantada pro pessoal do mercado Schmidt e disse que ia sair da cidade. A puliça investiga o envolvimento de Tarcísio com o comércio ilegal de armas. O cara é suspeito de andar vendendo berros e munição.




Fonte: DIÁRIO DO LITORAL (Litoral Catarinense)

 

 

 

 

 

 

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